O assassinato na época elisabetana era um crime grave, com punições que iam da morte ao exílio, dependendo das circunstâncias. Aqui está um resumo do que pode acontecer:
O Crime: *
Premeditação: O assassinato era considerado um crime hediondo, especialmente se fosse premeditado. O ato em si foi visto como um ataque direto à ordem divina e uma violação da lei de Deus e do Rei.
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Status Social: O estatuto social da vítima e do perpetrador afetou significativamente a gravidade do crime. Assassinar alguém de posição superior era considerado uma ofensa mais flagrante do que matar alguém de posição inferior.
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Motivação: O motivo do assassinato também foi um fator chave. Os crimes passionais, como o homicídio num acesso de raiva, eram muitas vezes tratados com mais indulgência do que os assassinatos a sangue frio para ganho pessoal.
A punição: *
Morte: A punição mais comum para homicídio era a morte, geralmente por enforcamento.
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Pendurado: O condenado era enforcado numa forca pública, muitas vezes diante de uma grande multidão. Isto serviu como um impedimento para crimes futuros e um lembrete simbólico das consequências da violação da lei.
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Outros métodos: Em alguns casos, podem ser utilizadas outras formas de execução, como a queima na fogueira por heresia ou traição, ou a decapitação de indivíduos de elevado estatuto social.
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Exílio: Em alguns casos, dependendo das circunstâncias e do estatuto social do perpetrador, o exílio pode ser uma punição alternativa. Isto envolveu ser banido do país, muitas vezes para uma terra distante e perigosa.
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Julgamento por Combate: Embora menos comum, o julgamento por combate ainda era uma possibilidade na época elisabetana. Nesta prática, o acusado poderia desafiar o acusador para um duelo para resolver a disputa. Muitas vezes esta era uma aposta arriscada, pois o vencedor era decidido pela vontade de Deus, não necessariamente pela habilidade.
Outros fatores: *
A Lei: A lei consuetudinária inglesa definia assassinato como o assassinato ilegal de outro ser humano com malícia premeditada. Esta definição foi interpretada de forma ampla, com até mesmo mortes acidentais levando às vezes a acusações criminais.
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O Sistema de Justiça: O sistema jurídico elisabetano era complexo e muitas vezes baseado em precedentes e interpretações. Pode ser difícil navegar e o resultado de um julgamento pode depender da posição social do acusado e da capacidade de persuasão dos seus advogados.
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Opinião Pública: A opinião pública também desempenhou um papel na definição da punição para o homicídio. Se um assassinato fosse particularmente hediondo ou envolvesse uma vítima popular, havia maior probabilidade de uma sentença severa.
Concluindo, o assassinato na época elisabetana era um crime grave com graves consequências. A punição dependia de vários fatores, mas o resultado mais comum era a morte.