Polonius, o Lord Chamberlain no Hamlet de Shakespeare, não é um portador de notícias particularmente eficaz. Na verdade, as suas tentativas de fornecer informações são muitas vezes desajeitadas, ineficazes e até contraproducentes. Aqui está o porquê:
1. Falta de discrição: Polônio é notoriamente indiscreto. Ele freqüentemente compartilha informações demais, e sua natureza fofoqueira muitas vezes o leva a revelar segredos que não deveria, como quando conta a Cláudio sobre a suposta loucura de Hamlet. Em última análise, isso coloca em risco a sua própria segurança e a segurança dos outros.
2. Interpretação errada e reação exagerada: Polônio tende a interpretar mal as situações e reagir de forma exagerada. Ele tira conclusões precipitadas com base em evidências limitadas, como quando acredita que a loucura de Hamlet decorre da rejeição de Ophelia, e não do assassinato de seu pai. Isso o leva a tomar decisões erradas, como espionar Hamlet, o que acaba levando à sua queda.
3. Falta de Inteligência Emocional: Polonius carece da inteligência emocional necessária para uma comunicação eficaz. Ele muitas vezes fala de forma insensível e não consegue reconhecer as necessidades emocionais dos outros. Por exemplo, ele rejeita os sentimentos de Ophelia por Hamlet e a manipula para agir como espiã. Isso leva ao seu colapso mental.
4. Confiança excessiva na astúcia: Polônio frequentemente recorre a táticas manipulativas e truques para atingir seus objetivos. Ele tenta manipular Hamlet através de Ophelia e usa espiões para coletar informações, mas seus métodos acabam saindo pela culatra. Sua desonestidade mina sua credibilidade e faz com que ele pareça indigno de confiança.
5. Incompetência: Polônio é frequentemente mostrado como incompetente, até mesmo para a simples tarefa de entregar notícias. Ele não consegue se comunicar de forma eficaz, muitas vezes se perdendo em discursos longos e detalhes irrelevantes. Em última análise, isso o faz parecer tolo e ineficaz.
Exemplos da peça: *
Para Cláudio sobre Hamlet: Polônio conta a Cláudio sobre a "loucura" de Hamlet sem qualquer evidência clara. Isto leva a um mal-entendido perigoso e contribui para a alienação de Hamlet.
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Para Ofélia sobre Hamlet: Polônio instrui Ofélia a espionar Hamlet, colocando-a em uma posição perigosa e levando à sua morte trágica.
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Para o Rei Lear sobre Cordélia: Polônio manipula as palavras de Cordelia ao Rei Lear para fazê-la parecer desrespeitosa, levando a uma cadeia de eventos desastrosos.
Conclusão: Polônio é um personagem profundamente falho e ineficaz como portador de notícias. Sua falta de discrição, má interpretação, inteligência emocional e confiança na astúcia levam a consequências desastrosas, destacando seu mau julgamento e, em última análise, contribuindo para sua trágica morte.