O capítulo cinco de "Frankenstein" de Mary Shelley é rico em elementos góticos que contribuem para a atmosfera de suspense, horror e macabro do romance. Aqui estão alguns exemplos importantes:
Configuração: *
O laboratório: O laboratório de Victor Frankenstein, com sua “miséria”, “solidão” e atmosfera “sombria”, é um cenário gótico clássico. Representa a natureza sombria e perigosa da ambição científica e o isolamento do indivíduo que persegue o conhecimento proibido.
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A noite: O capítulo se passa à noite, horário frequentemente associado ao sobrenatural na literatura gótica. A escuridão permite que o desconhecido floresça e reforça a sensação de medo e perigo.
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A tempestade: A “noite tempestuosa” aumenta a sensação de desconforto e prenuncia os acontecimentos tumultuosos que virão. As tempestades são um tema frequente na literatura gótica, muitas vezes simbolizando a perturbação da ordem e a libertação de forças primordiais.
Personagem: *
Vitor Frankenstein: O personagem de Victor é movido pela ambição, obsessão e um desprezo imprudente pelas consequências de suas ações. Isso faz dele um protagonista gótico clássico, movido por um desejo de conhecimento que acaba levando à sua queda.
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A Criatura: A Criatura, trazida à vida através dos experimentos de Victor, é um monstro gótico por excelência. Ele é ao mesmo tempo aterrorizante e lamentável, incorporando os temas da alienação, da monstruosidade e das consequências da arrogância da humanidade.
Temas: *
O Sobrenatural: A criação da Criatura, um ser vivo a partir de matéria inanimada, desafia os limites da ciência e da moralidade. Levanta questões sobre os limites do conhecimento humano e o potencial para consequências não intencionais.
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Isolamento e Alienação: Tanto Victor quanto a Criatura vivenciam um profundo isolamento. Victor se isola em sua busca pelo conhecimento científico, enquanto a Criatura é rejeitada e condenada ao ostracismo por sua aparência. Este isolamento sublinha os temas da solidão, do desespero e da procura de pertença.
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O Grotesco e o Sublime: A aparência da Criatura, descrita como “horrível” e “horrível”, é grotesca e perturbadora. No entanto, também existem elementos do sublime na sua criação, refletindo a admiração e a admiração que podem acompanhar a exploração do desconhecido.
Estilo: *
Linguagem suspensa e evocativa: Shelley usa imagens vívidas e descrições cheias de suspense para criar uma sensação de pavor e expectativa. Por exemplo, ela descreve o laboratório como “uma câmara de horrores” e a Criatura como “uma criação demoníaca”.
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Imagens góticas: O capítulo está repleto de imagens góticas, como “negro” e “morte”, que reforçam a sensação de escuridão e desespero.
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O tema do duplo: A criação da Criatura por Victor pode ser vista como um reflexo de sua própria escuridão interior e do potencial para o mal dentro dele. Este tema do duplo é um motivo comum na literatura gótica, representando o lado mais sombrio da natureza humana.
No geral, o capítulo cinco de “Frankenstein” é um exemplo convincente de literatura gótica, usando efetivamente seus elementos para criar uma atmosfera de horror, suspense e ambiguidade moral. Ele explora temas de ciência, natureza, moralidade e condição humana, tornando-o uma obra literária atemporal e duradoura.