Não existe um único “libertador” da imprensa indiana. Em vez disso, a história da sua libertação é tecida a partir dos esforços de muitos indivíduos e movimentos:
Primeiros Pioneiros: *
Rajá Rammohan Roy (1772-1833): Considerado o pai da Índia moderna, desafiou o dogma religioso e defendeu a liberdade de expressão, lançando as bases para um ambiente mediático mais aberto.
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A Renascença Bengali (século XIX): Este período viu o surgimento de jornais como o *Samachar Darpan* e o *Bengal Gazette*, que desafiaram o domínio colonial britânico e promoveram reformas sociais.
Luta Nacionalista: *
O Congresso Nacional Indiano (fundado em 1885): O Congresso utilizou os jornais como plataforma para divulgar a sua mensagem e organizar a resistência.
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Mahatma Gandhi: O movimento não violento de Gandhi dependia fortemente dos jornais para divulgar a sua mensagem, mobilizar o público e promover a independência.
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Outros líderes proeminentes: Vários outros líderes, como Bal Gangadhar Tilak e Lala Lajpat Rai, também desempenharam um papel crucial na utilização da imprensa como arma contra o domínio colonial.
Pós-Independência: *
Jawaharlal Nehru (primeiro primeiro-ministro): Embora alguns argumentem que ele pressionou pela censura da imprensa, ele também reconheceu a importância de uma imprensa livre e lançou as bases para um ambiente mediático forte.
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O surgimento de empresas de mídia independentes: Após a independência, surgiram novos meios de comunicação social, contribuindo ainda mais para a diversidade e independência da imprensa indiana.
Geral: A libertação da imprensa indiana é um processo complexo e contínuo. Não se trata de um único indivíduo, mas dos esforços colectivos daqueles que ousaram desafiar a autoridade, questionar o status quo e defender a liberdade de expressão.
É importante notar que embora a imprensa tenha conquistado uma liberdade significativa, ainda existem debates em curso sobre a liberdade de imprensa na Índia. Desafios como a pressão governamental, a influência corporativa e a autocensura continuam a existir.