O movimento Sturm und Drang, que surgiu na literatura e na música alemãs no final do século XVIII, centrou-se na rejeição do
neoclassicismo e do racionalismo iluminista .
Aqui está um detalhamento:
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Neoclassicismo: Este movimento enfatizou a razão, a ordem e o equilíbrio na arte e na literatura. Inspirou-se nos modelos clássicos gregos e romanos, muitas vezes valorizando a forma e a estrutura em detrimento da expressão emocional.
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Racionalismo iluminista: Este movimento filosófico enfatizou a razão, a lógica e a investigação científica como os principais meios de compreensão do mundo. Valorizava a verdade objetiva e muitas vezes desconsiderava experiências e emoções subjetivas.
Sturm und Drang (que significa "tempestade e estresse") rebelou-se contra esses ideais. Eles defenderam:
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Emoção e paixão: Eles valorizavam emoções cruas e intensas, muitas vezes explorando temas de desespero, rebelião e liberdade individual.
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Subjetividade: Eles se concentraram na experiência pessoal e na expressão individual, rejeitando a perspectiva objetiva e racional do Iluminismo.
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Natureza: Eles viam a natureza como uma fonte de inspiração e poder, muitas vezes contrastando-a com a artificialidade da sociedade e da cultura.
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O "gênio": Eles celebraram o indivíduo com talento e criatividade excepcionais, acreditando que o verdadeiro gênio desafiava as normas e expectativas da sociedade.
As figuras-chave do movimento Sturm und Drang incluem:
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Johann Wolfgang von Goethe: Autor de "As Dores do Jovem Werther"
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Friedrich Schiller: Autor de "Os Ladrões"
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Johann Gottfried Herder: Filósofo e crítico
No geral, o movimento Sturm und Drang representou uma rejeição das rígidas estruturas intelectuais e artísticas do Iluminismo, abrindo caminho para as expressões mais pessoais e emocionais do Romantismo que se seguiram.