É uma questão muito filosófica! Há um forte argumento de que a
verdadeira originalidade pode ser impossível devido à maneira como criamos e experimentamos as coisas:
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Tudo se baseia no que veio antes: Cada ideia, cada obra de arte, cada invenção é construída sobre uma base de conhecimentos, conceitos e criações existentes. Absorvemos informações ao longo de nossas vidas e nossas mentes combinam e reorganizam subconscientemente esses elementos para formar coisas novas. Mesmo as inovações aparentemente radicais têm frequentemente raízes em ideias anteriores.
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A experiência humana é compartilhada: Todos vivemos no mesmo mundo, partilhamos necessidades biológicas e psicológicas semelhantes e experimentamos emoções semelhantes. Estas experiências partilhadas inevitavelmente moldam as nossas perspectivas e influenciam as nossas criações. É difícil imaginar uma ideia ou obra de arte que não seja tocada pela experiência humana coletiva.
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A inspiração está em toda parte: Somos constantemente bombardeados com estímulos do mundo que nos rodeia, da natureza à arte e à tecnologia. É impossível excluir completamente a influência destas forças externas no nosso pensamento. Mesmo quando tentamos ser originais, estamos nos inspirando em alguma coisa.
Então, isso significa que não faz sentido tentar ser original? Absolutamente não! Embora a verdadeira originalidade possa ser um mito, buscá-la ainda é incrivelmente valiosa. Aqui está o porquê:
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Estimula a criatividade: Ao tentarmos constantemente ultrapassar limites e encontrar novas formas de nos expressarmos, incentivamos o pensamento criativo e a inovação.
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Isso ultrapassa limites: Mesmo que uma obra não seja totalmente original, ainda pode ser inovadora ao oferecer uma nova perspectiva, uma combinação única de elementos existentes ou uma nova interpretação de temas familiares.
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Trata-se de expressão pessoal: Em última análise, o ato de criação consiste em expressar o nosso eu individual e partilhar as nossas perspetivas únicas com o mundo. Quer sejamos verdadeiramente originais ou não, o processo de criação ainda é profundamente pessoal e significativo.
Concluindo, embora a originalidade absoluta possa ser ilusória, a jornada de criação e a busca por ela são incrivelmente valiosas. Trata-se de ultrapassar limites, de nos expressarmos e de darmos uma contribuição única ao mundo, mesmo que seja apenas uma nova reviravolta num tema antigo.