O que assusta o poeta ao ver seu sorriso no espelho. é um artifício poético usado aqui.. Da lição de uma vez?
Você está se referindo ao poema "Era uma vez" de Gabriel Okara. Não é o
sorriso do poeta isso o assusta no espelho, mas seu
reflexo como um todo.
O poeta fica horrorizado com a forma como aparece no espelho, como se vê:“um estranho” com um “sorriso que não é meu” e “olhos que não me olham”. Isto reflecte a sua alienação da sua própria identidade e o seu medo de ficar preso num mundo que perdeu a sua humanidade.
O artifício poético usado aqui é a
personificação , onde o poeta confere qualidades humanas ao seu reflexo. O reflexo tem “um sorriso que não é meu” e “olhos que não olham para mim”, o que sugere que o seu reflexo é uma entidade separada, quase uma pessoa diferente. Isso aumenta a experiência perturbadora e assustadora de se ver no espelho.
Aqui está um resumo de como essa personificação aumenta o significado:
*
Alienação: Destaca o profundo sentimento de alienação e desconexão que o poeta sente. O reflexo, suposta representação de si mesmo, é agora um estranho.
*
Perda de si mesmo: Enfatiza a perda da identidade própria do poeta, pois ele não consegue mais se reconhecer no espelho.
*
Medo do desconhecido: Isso cria uma sensação de medo e desconforto quando o poeta se depara com uma imagem distorcida de si mesmo, fazendo-o se perguntar quem é esse “estranho”.
Ao personificar sua reflexão, Okara torna seu poema mais poderoso e instigante. Ele usa esse recurso poético para explorar os temas da alienação, da identidade e do medo de perder a humanidade em um mundo em rápida mudança.