Você está perguntando sobre os ideais dos escritores neoclássicos que John Dryden elogia em sua obra. Esta é uma grande questão, já que Dryden foi uma figura proeminente no movimento Neoclássico e uma figura chave na formação dos seus ideais literários.
Aqui estão alguns dos principais ideais que Dryden defendeu em suas obras:
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Razão e Lógica: Os escritores neoclássicos valorizavam a razão e a lógica acima de tudo. Dryden acreditava no poder do pensamento racional para compreender o mundo e criar arte significativa. Ele enfatizou clareza, precisão e ordem na linguagem e na estrutura.
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Ordem e Harmonia: Os escritores neoclássicos eram obcecados pela ordem e harmonia. Eles acreditavam que a beleza e a excelência eram alcançadas por meio de estrutura, equilíbrio e moderação. Dryden enfatizou a importância de seguir regras e modelos clássicos, como as unidades de tempo, lugar e ação no drama.
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Imitação dos Antigos: Os escritores neoclássicos recorreram à literatura grega e romana antiga em busca de inspiração e orientação. Dryden acreditava que os antigos haviam alcançado a perfeição na arte e que os escritores modernos deveriam se esforçar para imitar suas realizações. Ele elogiou sua capacidade de criar personagens, enredo e linguagem que fossem críveis e inspiradores.
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Ênfase na instrução moral: Os escritores neoclássicos acreditavam que a arte não deveria apenas entreter, mas também instruir. Dryden enfatizou a importância da moralidade e da virtude na literatura e acreditava que os escritores tinham o dever de ensinar ao seu público sobre o certo e o errado.
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Elegância e Requinte: Os escritores neoclássicos valorizavam a elegância e o refinamento na linguagem e no estilo. Dryden acreditava que os escritores deveriam se esforçar para usar uma linguagem clara, concisa e bonita. Ele era um mestre da língua inglesa e usou suas habilidades para criar prosa e poesia elegantes e refinadas.
As próprias obras de Dryden, como seu
"Ensaio de Poesia Dramática" e suas peças estão repletas de exemplos desses ideais. Ele defende as regras do drama clássico, elogia as realizações dos escritores antigos e enfatiza a importância da razão, da ordem e da moralidade na literatura.
Aqui estão alguns exemplos de como Dryden elogia esses ideais em seu trabalho:
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"Ensaio de Poesia Dramática": Neste diálogo, Dryden defende o uso de modelos clássicos e defende a importância de seguir as regras do drama. Ele também elogia as obras de dramaturgos antigos como Sófocles e Eurípides.
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"Um ensaio sobre peças heróicas": Este ensaio defende que as peças heróicas devem basear-se no modelo da poesia épica clássica, com ênfase em personagens nobres, grandes temas e uma mensagem moral clara.
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"A Conquista de Granada": Esta peça demonstra a compreensão de Dryden das regras do drama clássico. Segue as unidades de tempo e lugar, e os personagens são movidos por motivos nobres e enfrentam dilemas morais.
É importante lembrar: Embora Dryden fosse um forte defensor dos ideais neoclássicos, ele também era um escritor complexo e em evolução. Não teve medo de romper com a tradição quando considerou necessário, e os seus trabalhos posteriores mostram um interesse crescente por estilos mais pessoais e experimentais.