As razões de Sir Arthur Conan Doyle para escrever histórias de detetive eram multifacetadas:
1. Necessidade Financeira: Doyle era um jovem médico esforçado quando começou a escrever histórias de Sherlock Holmes. Ele precisava de uma fonte de renda, e a popularidade da ficção policial na época proporcionou um caminho viável. Ele até admitiu em uma carta que foi “obrigado” a escrevê-los para saldar dívidas.
2. Um amor pela lógica e pela dedução: Doyle era fascinado pela lógica e pela dedução, evidentes em sua formação médica. Ele gostava de criar quebra-cabeças e desafios complexos para seus leitores, refletindo seu próprio fascínio pela resolução de problemas.
3. Comentário Social: Embora muitas vezes esquecidas, as histórias de Doyle não eram apenas mero entretenimento. Continham comentários sociais sobre questões da época, como o crime, a pobreza e as injustiças enfrentadas pelos grupos marginalizados. Ele até usou Holmes para criticar a obsessão da sociedade vitoriana pelo materialismo e pela superficialidade.
4. Escapismo: Apesar do comentário social, as histórias também ofereciam uma sensação de escapismo. O mundo de Sherlock Holmes estava repleto de intriga e suspense, proporcionando uma fuga emocionante da realidade cotidiana da vida vitoriana.
5. Popularidade e reconhecimento: As histórias de Sherlock Holmes foram incrivelmente bem-sucedidas, tornando Doyle famoso e financeiramente seguro. Esse reconhecimento foi um grande motivador para ele continuar a escrevê-los, embora mais tarde tenha expressado o desejo de ir além deles.
6. Expressão Artística: Além dos aspectos financeiros e sociais, Doyle simplesmente gostava da arte de escrever. Ele se orgulhava de sua capacidade de criar narrativas envolventes, criar suspense e criar personagens memoráveis.
7. Explorando a psique humana: As histórias de Doyle frequentemente investigavam a psique humana, explorando temas de moralidade, engano e a natureza do bem e do mal. Ele usou seus personagens para examinar as complexidades do comportamento e das motivações humanas.
Embora Doyle tenha eventualmente se cansado das histórias de Sherlock Holmes, elas inegavelmente desempenharam um papel crucial em sua carreira e consolidaram seu lugar na história literária. Ele deixou um legado de ficção policial emocionante que continua a cativar os leitores até hoje.