Henry Higgins, em "Pigmalião", de George Bernard Shaw, faz uma série de coisas que poderiam ser consideradas um grande desserviço a Eliza Doolittle. Aqui estão alguns exemplos importantes:
*
Tratá-la como um projeto, não como uma pessoa: Higgins vê Eliza como uma matéria-prima a ser moldada em seu ideal de "dama". Ele não respeita a individualidade dela ou o direito de escolher seu próprio caminho. Ele a vê como um experimento, manipulando-a constantemente e desconsiderando seus sentimentos.
*
Degradando seu status social: Higgins constantemente lembra Eliza de sua baixa posição social, chamando-a de "namoradeira de sarjeta" e menosprezando sua origem. Isto é profundamente doloroso e reforça o preconceito social que ela enfrenta.
*
Explorando sua vulnerabilidade: Ele aproveita o desejo de Eliza por uma vida melhor, prometendo-lhe uma transformação que, na realidade, tem um custo pessoal significativo. Ele não oferece apoio ou consideração genuínos, mas sim a usa para sua própria diversão e experimentos científicos.
*
Deixar de considerar suas necessidades emocionais: Ele desconsidera o bem-estar emocional de Eliza, descartando seus sentimentos como sem importância e irrelevantes. Ele não reconhece o trauma emocional que ela sofre durante o processo de transformação.
*
No final das contas abandoná-la: Embora ele se veja como seu criador, ele finalmente a renega, deixando-a vulnerável e incerta sobre seu futuro. Ele não consegue prepará-la para o mundo real e suas complexidades, deixando-a sozinha para enfrentar as consequências de suas ações.
Embora a peça termine com Eliza escolhendo uma vida independente de Higgins, o dano que ele infligiu a ela é significativo. Ele não apenas a manipulou, mas também incutiu nela uma sensação de insegurança e dúvida que provavelmente a afetará por muito tempo. Ele fez dela um sucesso, mas com um grande custo pessoal.
É importante notar que a peça de Shaw é uma crítica à desigualdade de classes e ao preconceito social, e as ações de Higgins pretendem destacar as consequências prejudiciais de tais sistemas. Ele atua como uma representação da classe dominante, explorando aqueles com menos poder para seu próprio ganho.