Por que Diderot admirava as pinturas de naturezas mortas de Jean-Baptista Simeon Chardins?
Diderot, um proeminente filósofo francês e escritor do Iluminismo, admirava as naturezas mortas de Jean-Baptiste Siméon Chardin por vários motivos:
1. Representação realista da vida cotidiana: As naturezas mortas de Chardin não eram grandiosas ou extravagantes. Eles representavam objetos comuns como alimentos, utensílios e móveis, capturando os detalhes mundanos da vida cotidiana. Isto ressoou com a crença de Diderot no valor da experiência cotidiana e na importância de observar o mundo que nos rodeia.
2. Simplicidade e clareza: As composições de Chardin caracterizavam-se pela simplicidade e clareza. Ele usou uma paleta limitada e se concentrou em capturar as texturas, formas e iluminação de seus temas. Esta simplicidade apelou ao apreço de Diderot pela ordem e pela razão.
3. Profundidade Moral e Filosófica: Diderot viu mais do que apenas objetos nas pinturas de Chardin. Ele acreditava que o trabalho de Chardin oferecia uma visão mais profunda da condição humana. Os objetos humildes, argumentou ele, refletiam a “ordem” e a “harmonia” presentes no universo, sugerindo que mesmo no comum havia uma sensação de beleza e significado.
4. Artesanato Artístico: Diderot também ficou profundamente impressionado com a técnica magistral de Chardin. Ele elogiou a atenção meticulosa do pintor aos detalhes, a sutileza de suas pinceladas e a maneira como capturou luz e sombra.
5. Enfatizando o "Natural" e o "Simples": Os escritos de Diderot sobre Chardin faziam parte de um discurso filosófico mais amplo que defendia o "natural" e o "simples" em detrimento do ornamentado e do artificial. As pinturas de Chardin, com foco em objetos do cotidiano e sua beleza simples, personificavam perfeitamente esse ideal.
Em resumo, Diderot admirava as naturezas-mortas de Chardin por seu realismo, simplicidade, profundidade moral e filosófica, habilidade artística e alinhamento com os valores de naturalidade e simplicidade do Iluminismo.