A abordagem de Henry Moore à escultura estava profundamente enraizada na observação, contemplação e uma compreensão intuitiva da forma. Ele não abordou as formas de uma forma puramente abstrata ou teórica, mas sim através de um processo de exploração e experimentação contínua. Aqui está um resumo de como ele chegou às suas formas icônicas:
1. Observação e inspiração do mundo natural: - Moore se inspirou fortemente no mundo natural, principalmente nas paisagens, nas rochas, nos ossos e na figura humana. Ele via as formas da natureza como os blocos de construção fundamentais de suas esculturas.
- Ele desenhava e fazia maquetes (pequenos modelos) diretamente a partir de suas observações, traduzindo essas formas orgânicas em suas esculturas.
2. Exploração de formas abstratas: - Embora enraizado no mundo natural, Moore não estava simplesmente replicando formas. Ele os abstraiu e simplificou, enfatizando a essência de sua estrutura e volume.
- Ele experimentou formas geométricas como esferas, cubos e cilindros, mas também incorporou curvas e cavidades irregulares e fluidas.
3. Compreensão intuitiva do formulário: - Moore acreditava que a forma deveria ser experimentada através de todos os sentidos, não apenas da visão. Ele explorou a relação entre espaço positivo e negativo, enfatizando como o espaço ao redor e dentro de uma escultura era tão importante quanto a própria forma sólida.
- Ele ficou fascinado pela forma como a luz brincava em suas esculturas, criando uma interação de sombra e luz. Essa sensibilidade à luz e à sombra aprimorou ainda mais as qualidades volumétricas de seu trabalho.
4. O formulário "oco": - Uma das principais contribuições de Moore para a escultura foi a exploração da forma "oca". Ele viu potencial no vazio, no espaço dentro da escultura, que muitas vezes esculpia.
- Isto criou uma tensão dinâmica entre o sólido e o vazio, acrescentando outra dimensão de complexidade e intriga às suas obras.
5. Experimentação Contínua: - As esculturas de Moore não foram criadas de uma forma única e fixa. Ele constantemente experimentava diferentes materiais, técnicas e abordagens.
- Ele usou de tudo, desde madeira e pedra até bronze e gesso, muitas vezes trabalhando em várias peças simultaneamente. Essa experimentação constante levou a uma ampla gama de variações estilísticas em sua obra.
Em resumo, as formas de Henry Moore não foram ditadas por regras ou fórmulas estritas. Eles surgiram de um processo profundamente pessoal de observação, abstração, compreensão intuitiva e experimentação contínua. Ele explorou a beleza inerente das formas encontradas na natureza e depois as transformou em esculturas poderosas e evocativas que continuam a ressoar nos espectadores hoje.